segunda-feira, 3 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Feijão transgênico


Feijão transgênico garante alimentação segura ao Brasil, mas ambientalistas não gostam e desinformam o País

Posted: 02 Oct 2011 12:30 AM PDT

Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa
O engenheiro agrônomo Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), foi homenageado por outros cientistas no congresso da Anbio (Associação Nacional de Biossegurança), realizado em Joinville (SC).

Ele é o especialista responsável pela liberação do feijão transgênico, aprovado pelo CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) no dia 15 de setembro.

Isso possibilitará que em 2014 o país tenha o primeiro plantio livre de um vírus que provoca a perda de 90 mil a 280 mil toneladas de feijão por ano − o país produz 3,5 milhões de toneladas.

Em Joinville foi entrevistado pelo enviado da “Folha de S.Paulo”. A entrevista teve boa acolhidapois apresentou o ponto de equilibrio sobre os OGM (organismos geneticamente modificados), obsesivamente denegridos por uma propaganda ambientalista demagógica.

Francisco José Lima Aragão é pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, onde é responsável pelo Laboratório de Expressão de Genes e ganhou a Ordem Nacional do Mrito Científico.

Reproduzimos a continuação alguns pontos relevantes das declarações do especialista.

Campo plantado com feijão transgênico
Folha − O debate sobre transgenia tem divido opiniões, inclusive na ciência. Quais são os argumentos contrários?

Francisco Aragão No início da discussão, nos anos 1990, dizia-se que a transgenia causaria câncer, impotência e outras doenças. Cadê o câncer? Cadê a impotência?

Depois dizia-se que transgenia só servia para commodities. Mas o feijão não é nada disso.

Existe um grupo que é contra transgenia pura e simplesmente, outro que está mal informado e um último grupo que é mal-intencionado. Mas a maioria é mal informada mesmo.

Folha − Dez anos de estudos são suficientes para demonstrar a segurança de uma tecnologia como essa?

Francisco Aragão − Sim.

Os membros da CTNBio têm de assinar um acordo de sigilo sobre as informações a que têm acesso porque isso poderá gerar uma patente.

Folha − A proteção dessas informações tem gerado críticas.

Francisco Aragão − Nós recebemos críticas porque a Embrapa é uma empresa pública. Mas nós estamos protegendo um patrimônio público previsto pela Lei de Inovação. Se a gente não protegesse, provavelmente o Tribunal de Contas da União iria nos acusar de estar entregando o patrimônio público. Um conhecimento como esse pode ser aplicado a outras plantas, como a soja. Sem contar que outro país pode pegar o conhecimento e patentear se as informações não estiverem protegidas. Mas ainda não temos uma patente.

Folha − A Embrapa abrirá mão dos royalties desse feijão?

Francisco Aragão recebeu
a Ordem Nacional do Mérito Científico
Francisco Aragão − Sim. Hoje, a prática é não cobrar royalties para feijão porque só 10% dos produtores usam sementes compradas [em geral, replantam parte da colheita.] A Embrapa quer aumentar esse número.

Folha − Os pequenos produtores não devem ter o direito de não usar transgenicos?

Francisco Aragão − Mas se os produtores que quiserem usar transgênico também não têm o direito de escolha?

Temos um produtor que produz 400 kg por hectare, enquanto outro produz 2.000 kg na mesma área. A gente tende a achar bonito produzir pouco usando baixa tecnologia. Isso cai em outras discussões, como a do novo Código Florestal.

Queremos que as áreas já desmatadas produzam mais. Isso vai reduzir a demanda por mais áreas.

Folha − Mas nós precisamos de mais área para o feijão?

Francisco Aragão − Nós precisamos aumentar a produção. O Brasil hoje está importando entre 100 mil e 200 mil toneladas de feijão por ano. É pouco, já que produzimos 3,5 milhões de toneladas, mas o fato é que importamos da Argentina, da Bolívia, do Paraguai e, mais recentemente, da China.
Fonte: Blog: Verde a nova cor do comunismo

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