segunda-feira, 19 de julho de 2010

Exageros da lei brasileira:

Há um exagero na legislação brasileira quanto à largura das faixas de APPs . Várias vezes questionei técnicos da FEPAM, IBAMA e COMAMA sobre o embasamento técnico que determinou tais larguras e o porque do simplório critério das larguras dos rios ou áreas de lagos e açudes. Nunca obtive respostas satisfatórias, somente referências a um tal modelo Francês !
Embarquei, então, nas asas do Google Earth e fui verificar como seria o dito modelo Francês na prática.
Abaixo uma pequeníssima amostra do que encontrei.


Por quê, no modelo Francês "real", as APPs são tão diminutas e aqui devem ser tão generosas?
Por que, no país da lei inspiradora, as faixas de APPs não têm, sequer, a metade da determinada pela lei inspirada?


Seríamos nós, mais ricos..., mais desenvolvidos..., mais sérios...., mais técnicos..., mais espertos..., talvez mais generosos ....? Temos uma ciência mais desenvolvida? Temos mais experiência, mais história? Temos uma representação política mais madura? Uma política agrícola melhor elaborada? Temos estudos mais profundos e sólidos de hidrodinâmica fluvial que os franceses? Teríamos nós, em vantagem sobre os franceses, experimentos de campo que determinam científicamente as melhorer faixas ou tipos de vegetação em associação com diferentes tipos de solo que promoveriam a maior concervação possível do solo e dos leitos dos rios?
Seríamos nós brasileiros de uma raça superior ? Seríam nossos legisladores (deputados e senadores) pertencentes a uma casta especial de sábios, versados nas mais nobres ciências? Estaríam eles, quando empenhados em redigir a magnífica lei, ispirados por forças luminosas após dias e dias de reclusão, meditação e estudo?












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